Este é um assunto que neste momento tem uma campanha nos mass média, não é sobre os violentados ou da violência no masculino ou feminino que vou escrever, mas sim sobre os agressores. Não consigo compreender esta gente (os agressores), só mesmo uma frustração enorme das suas vidas e da sua existência pode justificar tal ato. Estes, não violentam terceiros porque estes os chateiam ou prejudicam, mas sim porque são tão frustrados e tão envergonhados da sua existência que atuam desta forma. Assim, ao subjugar terceiros julgam-se superiores aos mesmos e sentem-se menos ignorados pela sociedade. O poder de decidir a vida de terceiros, a maneira aterrorizada como lhes obedecem ou “respeitam”, geram-lhes um sentimento de poder, que de outra maneira não poderiam ter. Esta violência surge sempre sobre um mais fraco e não sobre um “igual” (atributo, ou capacidade física), pois este segundo ao repostar poderia “ganhar” a contenda e assim aumentar a frustração e o sentimento de pequenez do primeiro. Minha gente, tentem melhorar as vossas vidas e parem de implicar com os mais fracos, isso não mostra o vosso poder, só a transparência da vossa existência relativamente à sociedade, que vos ignora. Poder é algo que nos dão, não algo que se ganhe à força!
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O porquê da falta de produtividade, conversas acesas sobre não assuntos!
Hoje nem me apetecia escrever mas, ao ler o Diário económico surgiu o tema. A Produtividade em Portugal, deputados irritados com o Ministro por este ter abandonado o debate a meio, não vou dizer que não seria importante o Ministro ficar até ao fim, mas…… aqui vai. Se o Ministro tinha alertado a Assembleia que se teria de ausentar e se ausentou, tal como tinha dito, de certeza que deixou alguém que o representasse. Mas não, o foco não era esse e logo começou a dispersão sobre um tema menor cujo objetivo eram os dividendos políticos. É comum os Portugueses perderem imenso tempo a discutir “sardinhas” quando temos “baleias” ali ao lado. Vemos conversas longas e acesas sobre não assuntos, seguidas por temas importantes que passam sem grande entusiasmo. Eu acho que isso se deve à nossa falta de competência, em que nos assuntos menores, todos temos uma opinião, no que interessa ficamos calamos e dizemos temos de ver isso depois. Os países nórdicos regra geral vão logo ao assunto sem “perdas” de tempo. Assim se descobre uma fórmula de aumentar a produtividade, atacando desde logo o valor acrescentado e deixando os assuntos “menores” ou os não assuntos para segundo plano, resolvendo-os caso exista tempo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Porque falamos em Rebelião?
Rebelião é sempre uma coisa subjectiva, os nossos governantes tentam lançar na sociedade o medo da ameaça da rebelião (tal como o George Bush fez nos EUA, com o terrorismo) e assim justificar o aumento de meios no seu combate. Não seria melhor tentar perceber porque ela existe? Ora vejamos,……
Aquando da rebelião no Egipto e na Líbia etc etc, os nossos governantes apoiaram o Povo (de lá) e fizeram salientar a necessidade do Povo (de lá) se manifestar, porque eram justas as sua reivindicações, porque cá não fazem o mesmo? Não será que os motivos de princípio para a rebelião de lá não são os mesmos cá? O Povo é inteligente só se manifesta quando se sente injustiçado, enganado e ultrapassado, ninguém é contra as medidas de austeridade (comeu-se, agora tem de se emagrecer), mas sim contra o facto de elas não serem coerentes muitas das vezes. Um exemplo, então retiramos o subsidio de natalidade que vai promover o futuro do País e não e reduzem as reformas milionárias? Sempre que eu escrevo ou falo nisto vêem-me com os direitos adquiridos e com o facto de serem migalhas, aos que eu pergunto, quais direitos, e depois que interessa que sejam migalhas? Eu estou a descontar e o mais certo é nem vir a ter reforma, é desses direitos que falam? Se os governantes aplicarem medidas minimamente justas e coerentes vão ver que a palavra rebelião não se aplica. Tal como num jogo de futebol quando a equipa que ganha jogou muito melhor que a nossa o pessoal fica chateado mas “come e cala”, já quando existe influência de terceiros… ai sim poderá existir risco rebelião.
MM
domingo, 31 de julho de 2011
Moralidade ou show off
É com alguma expectativa que vejo todas as novidades do governo, desta vez não escrevo sobre as medidas de consolidação financeira (essas já doem e vamos ver o resultado final) mas das outras, as que aparentemente visam moralizar o Estado. O Estado sempre escondeu os seus benefícios, a minha conclusão é só uma, se esconde, é porque alguns benefícios são completamente imorais, ao serem divulgados são muito criticáveis. A notícia de que as nomeações do governo são divulgadas na Web (nomes e salário) é um bom princípio (embora não concorde com a publicação do valor do salário, mas sim do escalão). Os contractos celebrados pelas empresas públicas deviam consultáveis de uma forma simples por qualquer cidadão, de quem foram as propostas, quais os valores e quais as razões que levaram à escolha de A em vez de B). Com um Estado moralizado, vamos ver cada vez mais a meritocracia a surgir e não o aparecimento de personagens de mérito questionável. Vamos ver, espero que isto não venha acompanhado de uma falsa publicidade, mas sim que nos aproximemos das sociedades nórdicas no respeito pelo bem público. Podemos dizer “é pouco”, pois é, mas… temos de começar por algum lado!
terça-feira, 21 de junho de 2011
Será que a nossa esquerda “mais” radical tem laivos fascistas?
Aqui está uma pergunta que venho a fazer a mim mesmo, sem ter ainda uma resposta válida. Sempre que oiço falar de fascismo, associo-o à extrema-direita, e a uma ala da direita, mas depois comecei a pensar e fiquei muito confuso, lancei esta questão.
“O New Deal rooseveltiano, economicamente menos eficaz do que a lenda declara, envolveu uma mobilização de cima para baixo da população que, encorajada pela propaganda de slogans marciais nos novos meios de comunicação de massa (rádio e cinema), apresentava semelhanças preocupantes com o que ocorria então na Itália, Alemanha e União Soviética”
(in Fascismo de Esquerda, de Jonah Goldberg)
Ora vamos ver…..
Os períodos de fascismo são identificados pela existência de uma cúpula a que tudo é permitido que dita as leis pelas quais todos se devem reger (assim tipo comité central).
Culto da personalidade e propaganda em volta do líder que é único sem existir um substituto evidente e que se mantém no cargo durante muitos e muitos anos (tal como o Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã).
O fascismo também sofre de um nacionalismo exacerbado e controlo de uma massa que se quer acefálica da população (aqui prefiro não tecer comparações nem particularizar).
Os líderes tomam decisões contrárias às decisões dos seus pares/maioria (Louçã, na celebre moção de censura ao Gov. PS, que havia sido chumbada na noite anterior na sede do partido, este ignorou essa decisão e a colocou no parlamento na mesma?).
Quando existem opiniões ou mesmo sombra ao líder estes são enviados para funções afastadas da cúpula (Miguel Portas) ou simplesmente arredados por tomarem decisões que não vão de encontro ao líder (Joana Amaral Dias).
Nota: Poderia fazer este raciocino à direita mas não era o âmbito desta minha questão, deixarei para outra altura.
Nota 2: Jamais poderei concordar com regimes fascistas onde não existe a possibilidade de alternância de poder!
Nota 2: Jamais poderei concordar com regimes fascistas onde não existe a possibilidade de alternância de poder!
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Porque lutam eles como gladiadores ferozes…..
Aproximamo-nos de mais um acto eleitoral, amanhã será um período de reflexão. O título deste post é uma pergunta que procuro responder a mim próprio. Eles gladiam-se, porque, ao contrário dos políticos dos anos 80, estes cresceram na política, nunca fizeram mais nada, estão na realidade a defender o seu posto de trabalho. Digladiam-se de uma forma feroz e sem regras, noutros tempos não aturariam metade, abandonavam a politica e refugiavam-se deste tipo de vida nas tuas profissões. Eles tem de manter a sua ligação ao estado para também garantirem a viabilidade das suas empresas, que se não fosse a sua ligação ao estado automaticamente entrariam em insolvência, tal é a má gestão que nela impera. Assim essa gestão é também ela é trazida para Estado, pois, caso ela (gestão), fosse clara e linear, mais buracos e incongruências seriam encontradas. Assim se perpetuam condições das quais alguns se servem e outros mantêm.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Devíamos fazer mea culpa, o porquê …….

Muitas vezes nos interrogamos o porquê de os mercados e os seus especuladores nos estarem a massacrar com aumento dos juros. Pode não parecer, mas é simples, a primeira razão é porque especulam, a outra porque nós não fizemos o trabalho de casa. A nossa economia não descola apesar de todo o dinheiro que é injectado, o problema é que a maioria do dinheiro sai novamente pois os produtos não são nossos ou produzidos/transformados cá. Basicamente parecemos aquelas histórias dos filmes em que alguém trabalha numa fazenda mas tem de comprar os produtos na mercearia do seu patrão, no fim ainda fica a dever-lhe dinheiro e assim cada vez mais dependente deste. O problema também não é só a nossa divida publica mas também a divida privada, que somadas são muito mais elevadas que a da Grécia (ver gráfico). A única saída é criar produtos de elevado valor acrescentado com que possamos contrabalançar esta balança e assim sair desta “Fazenda”. Este ataque também vem da divida privada e esta é da nossa responsabilidade, podemos sempre argumentar que os bancos nos enganaram, mas será que não sabíamos que não podíamos pagar aquilo que nos estavam a oferecer? Como podemos ter artigos de luxo com salários baixos? Hum… se calhar quisemos ser enganados para depois fazermos o papel de vítimas e culpar terceiros. Agora é só pedir para que os nossos governantes governem e nos orientem com verdadeiras políticas e não as que nos tem dado de pão e circo, pois essas no final não servem a ninguém.
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