Rebelião é sempre uma coisa subjectiva, os nossos governantes tentam lançar na sociedade o medo da ameaça da rebelião (tal como o George Bush fez nos EUA, com o terrorismo) e assim justificar o aumento de meios no seu combate. Não seria melhor tentar perceber porque ela existe? Ora vejamos,……
Aquando da rebelião no Egipto e na Líbia etc etc, os nossos governantes apoiaram o Povo (de lá) e fizeram salientar a necessidade do Povo (de lá) se manifestar, porque eram justas as sua reivindicações, porque cá não fazem o mesmo? Não será que os motivos de princípio para a rebelião de lá não são os mesmos cá? O Povo é inteligente só se manifesta quando se sente injustiçado, enganado e ultrapassado, ninguém é contra as medidas de austeridade (comeu-se, agora tem de se emagrecer), mas sim contra o facto de elas não serem coerentes muitas das vezes. Um exemplo, então retiramos o subsidio de natalidade que vai promover o futuro do País e não e reduzem as reformas milionárias? Sempre que eu escrevo ou falo nisto vêem-me com os direitos adquiridos e com o facto de serem migalhas, aos que eu pergunto, quais direitos, e depois que interessa que sejam migalhas? Eu estou a descontar e o mais certo é nem vir a ter reforma, é desses direitos que falam? Se os governantes aplicarem medidas minimamente justas e coerentes vão ver que a palavra rebelião não se aplica. Tal como num jogo de futebol quando a equipa que ganha jogou muito melhor que a nossa o pessoal fica chateado mas “come e cala”, já quando existe influência de terceiros… ai sim poderá existir risco rebelião.
MM
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