Este tema surgiu quando num sábado, num café da baixa do Porto, um colega
de mesa diz “O Português quando se
lança uma nova lei que não é do seu agrado, diz: vamos ver se passa” Uma
vez que não é a primeira vez que a ouvi em primeira mão, tentei perceber o
porquê, e eis a uma das possíveis conclusões: O Estado/Governo muitas das vezes
após lançar uma regra/legislação, logo passados dois dias abre exceções a esta
regra anteriormente anunciada, um bom exemplo é lei que revoga o direito ao 13
mês nos funcionários públicos (ano de 2012). Desde que me lembro de ser gente
já existiram muitas leis que foram criadas e depois não passaram. Logo, o
Português, só reproduz este pensamento e com a sua voz sábia tenta reproduzir
um sentimento que lhe diz……… bem pode ser
que não passe. Isto também faz de nós o País de brandos costumes pois
perante uma proposta de Lei injusta, muitas da vezes não existe contestação
porque “vamos ver se passa….”, bolas!!!...,
não é que ás vezes passa mesmo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Uma vida de droga!
Não pretendo com o texto que se segue fazer qualquer tipo de moralismo sobre o tema droga, pois penso que é um tema demasiado sério para alguém se lembrar de moralismos. Qualquer pessoa num contexto “diferente” e uma infância menos cuidada e acompanhada, poderá seguir este caminho. È muito fácil, a dificuldade de alguma vez me ter visto numa situação destas, passou pela educação que tive e a consciência dos riscos que me foram ensinados. De resto, seria muito fácil, não é necessário procurar, ela vem ter connosco diariamente. Ao ver por acaso as imagens que mostro abaixo (e no link podem encontrar, muitas mais) lembrei-me deste tema. Só pretendo mostrar a alguns talvez mais novos ou mais velhos do que eu, que nunca é de mais mostrar as consequências e que as drogas de “Fixe” não tem nada. Olhem á vossa volta e perguntem aos vossos amigos mais velhos, onde estão os amigos “fixes” deles e vejam com os vossos próprios olhos se eles se mantêm ainda “Fixes” nos dias de hoje. Depois, os casos mais complicados, aqueles cuja sociedade de uma forma ou de outra os “empurrou para este caminho para esses, teria um texto muito maior (e bem menos superficial) para o tema, mas penso que a minha ingenuidade ao tema não me permite qualquer comentário…..
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Portugal a sociedade Casa dos Segredos!
Uma vez que temos este programa da TVI quase no final (sim quase, já li em qualquer lado que ainda vão existir mais uns programitas desta serie) resolvi então, que era o timing para escrever algo sobre o que me tem deixado incomodado! Embora não tenha acompanhado este programa da TVI de perto, sei umas coisas sobre o mesmo, e assim posso comentar algumas afirmações que vou ouvindo. Já vi em várias entrevistas, pessoas a comentar (algumas delas com relevo na nossa praça) que estas pessoas do programa são um espelho da sociedade atual em Portugal, o que me deixa fulo! Primeiro, como engenheiro só tenho a dizer que não representam a sociedade, pois a sua escolha em nada é aleatória, logo não tem qualquer relevância estatística, muito pelo contrário a sua escolha é condicionada e baseada em vários estudos de mercado pagos a peso de ouro, que só visam aumentar as audiências pelo “cómico” e absurdo que representam. Segundo, como cidadão Português não me revejo naquelas pessoas, nem vislumbro qualquer semelhança com os meus conhecidos e ou amigos. Assim só tenho a dizer a estas pessoas que vão para a televisão afirmar estas coisas, por favor não digam asneiras, só para ganharem uns “cobres”, também vocês se tornam ridículos o que não é segredo!
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
As nossas tradições…….o porquê do Porto!
Nos últimos anos por força da necessidade e oportunidade acabei por me deslocar para o litoral e para uma grande cidade. Em boa hora decidi faze-lo para o Porto, uma cidade que mantem muitas das suas tradições enraizadas nas correntes migratórias vindas de Trás-os- Montes e Alto Minho (maioritariamente). Tradições essas que acho maravilhosas e que mantem nesta cidade rasgos de humanidade que muita das vezes se perdem nos grandes aglomerados. Como nasci no interior, numa vila (Mortágua) onde o contacto humano é um dos grandes fatores de integração e sobrevivência (onde tenho grandes amigos), o Porto é por isso mesmo, uma grande escolha, pois mantêm esse princípio. Esta cidade mantêm rasgos bem vincados de interior o que me permitiu criar um grupo de amigos e de conhecidos muito semelhante ao que já estava habituado. Não é por acaso que o Porto se tornou num dos principais destinos do turismo mundial, esta sua particularidade de misturar urbano com a simplicidade do interior, atrai muitos turistas que procuram esta “ruralidade” sem perder a comunidade e o frenesim do urbano. O Porto tem sido recomendado por vários especialistas e deverá ser um exemplo para o resto do País, devemos manter a todo o custo as nossas tradições e rentabiliza-las para que estas se mantenham por si só. Tal como na vida algo que não é autossuficiente tem tendência a desaparecer com o tempo, O Porto é por isso mesmo um exemplo a seguir…..
(Fica aqui um link com fotos de sítios emblemáticos do Porto)
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Violência doméstica o que eu penso sobre o assunto…
Este é um assunto que neste momento tem uma campanha nos mass média, não é sobre os violentados ou da violência no masculino ou feminino que vou escrever, mas sim sobre os agressores. Não consigo compreender esta gente (os agressores), só mesmo uma frustração enorme das suas vidas e da sua existência pode justificar tal ato. Estes, não violentam terceiros porque estes os chateiam ou prejudicam, mas sim porque são tão frustrados e tão envergonhados da sua existência que atuam desta forma. Assim, ao subjugar terceiros julgam-se superiores aos mesmos e sentem-se menos ignorados pela sociedade. O poder de decidir a vida de terceiros, a maneira aterrorizada como lhes obedecem ou “respeitam”, geram-lhes um sentimento de poder, que de outra maneira não poderiam ter. Esta violência surge sempre sobre um mais fraco e não sobre um “igual” (atributo, ou capacidade física), pois este segundo ao repostar poderia “ganhar” a contenda e assim aumentar a frustração e o sentimento de pequenez do primeiro. Minha gente, tentem melhorar as vossas vidas e parem de implicar com os mais fracos, isso não mostra o vosso poder, só a transparência da vossa existência relativamente à sociedade, que vos ignora. Poder é algo que nos dão, não algo que se ganhe à força!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O porquê da falta de produtividade, conversas acesas sobre não assuntos!
Hoje nem me apetecia escrever mas, ao ler o Diário económico surgiu o tema. A Produtividade em Portugal, deputados irritados com o Ministro por este ter abandonado o debate a meio, não vou dizer que não seria importante o Ministro ficar até ao fim, mas…… aqui vai. Se o Ministro tinha alertado a Assembleia que se teria de ausentar e se ausentou, tal como tinha dito, de certeza que deixou alguém que o representasse. Mas não, o foco não era esse e logo começou a dispersão sobre um tema menor cujo objetivo eram os dividendos políticos. É comum os Portugueses perderem imenso tempo a discutir “sardinhas” quando temos “baleias” ali ao lado. Vemos conversas longas e acesas sobre não assuntos, seguidas por temas importantes que passam sem grande entusiasmo. Eu acho que isso se deve à nossa falta de competência, em que nos assuntos menores, todos temos uma opinião, no que interessa ficamos calamos e dizemos temos de ver isso depois. Os países nórdicos regra geral vão logo ao assunto sem “perdas” de tempo. Assim se descobre uma fórmula de aumentar a produtividade, atacando desde logo o valor acrescentado e deixando os assuntos “menores” ou os não assuntos para segundo plano, resolvendo-os caso exista tempo.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Porque falamos em Rebelião?
Rebelião é sempre uma coisa subjectiva, os nossos governantes tentam lançar na sociedade o medo da ameaça da rebelião (tal como o George Bush fez nos EUA, com o terrorismo) e assim justificar o aumento de meios no seu combate. Não seria melhor tentar perceber porque ela existe? Ora vejamos,……
Aquando da rebelião no Egipto e na Líbia etc etc, os nossos governantes apoiaram o Povo (de lá) e fizeram salientar a necessidade do Povo (de lá) se manifestar, porque eram justas as sua reivindicações, porque cá não fazem o mesmo? Não será que os motivos de princípio para a rebelião de lá não são os mesmos cá? O Povo é inteligente só se manifesta quando se sente injustiçado, enganado e ultrapassado, ninguém é contra as medidas de austeridade (comeu-se, agora tem de se emagrecer), mas sim contra o facto de elas não serem coerentes muitas das vezes. Um exemplo, então retiramos o subsidio de natalidade que vai promover o futuro do País e não e reduzem as reformas milionárias? Sempre que eu escrevo ou falo nisto vêem-me com os direitos adquiridos e com o facto de serem migalhas, aos que eu pergunto, quais direitos, e depois que interessa que sejam migalhas? Eu estou a descontar e o mais certo é nem vir a ter reforma, é desses direitos que falam? Se os governantes aplicarem medidas minimamente justas e coerentes vão ver que a palavra rebelião não se aplica. Tal como num jogo de futebol quando a equipa que ganha jogou muito melhor que a nossa o pessoal fica chateado mas “come e cala”, já quando existe influência de terceiros… ai sim poderá existir risco rebelião.
MM
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