domingo, 31 de julho de 2011

Moralidade ou show off


É com alguma expectativa que vejo todas as novidades do governo, desta vez não escrevo sobre as medidas de consolidação financeira (essas já doem e vamos ver o resultado final) mas das outras, as que aparentemente visam moralizar o Estado. O Estado sempre escondeu os seus benefícios, a minha conclusão é só uma, se esconde, é porque alguns benefícios são completamente imorais, ao serem divulgados são muito criticáveis. A notícia de que as nomeações do governo são divulgadas na Web (nomes e salário) é um bom princípio (embora não concorde com a publicação do valor do salário, mas sim do escalão). Os contractos celebrados pelas empresas públicas deviam consultáveis de uma forma simples por qualquer cidadão, de quem foram as propostas, quais os valores e quais as razões que levaram à escolha de A em vez de B). Com um Estado moralizado, vamos ver cada vez mais a meritocracia a surgir e não o aparecimento de personagens de mérito questionável. Vamos ver, espero que isto não venha acompanhado de uma falsa publicidade, mas sim que nos aproximemos das sociedades nórdicas no respeito pelo bem público. Podemos dizer “é pouco”, pois é, mas… temos de começar por algum lado! 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Será que a nossa esquerda “mais” radical tem laivos fascistas?


Aqui está uma pergunta que venho a fazer a mim mesmo, sem ter ainda uma resposta válida. Sempre que oiço falar de fascismo, associo-o à extrema-direita, e a uma ala da direita, mas depois comecei a pensar e fiquei muito confuso, lancei esta questão.

“O New Deal rooseveltiano, economicamente menos eficaz do que a lenda declara, envolveu uma mobilização de cima para baixo da população que, encorajada pela propaganda de slogans marciais nos novos meios de comunicação de massa (rádio e cinema), apresentava semelhanças preocupantes com o que ocorria então na Itália, Alemanha e União Soviética”

(in Fascismo de Esquerda, de Jonah Goldberg)

Ora vamos ver…..

Os períodos de fascismo são identificados pela existência de uma cúpula a que tudo é permitido que dita as leis pelas quais todos se devem reger (assim tipo comité central).
Culto da personalidade e propaganda em volta do líder que é único sem existir um substituto evidente e que se mantém no cargo durante muitos e muitos anos (tal como o Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã).
O fascismo também sofre de um nacionalismo exacerbado e controlo de uma massa que se quer acefálica da população (aqui prefiro não tecer comparações nem particularizar).
Os líderes tomam decisões contrárias às decisões dos seus pares/maioria (Louçã, na celebre moção de censura ao Gov. PS, que havia sido chumbada na noite anterior na sede do partido, este ignorou essa decisão e a colocou no parlamento na mesma?).
Quando existem opiniões ou mesmo sombra ao líder estes são enviados para funções afastadas da cúpula (Miguel Portas) ou simplesmente arredados por tomarem decisões que não vão de encontro ao líder (Joana Amaral Dias).
Nota: Poderia fazer este raciocino à direita mas não era o âmbito desta minha questão, deixarei para outra altura.


Nota 2: Jamais poderei concordar com regimes fascistas onde não existe a possibilidade de alternância de poder!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Porque lutam eles como gladiadores ferozes…..


Aproximamo-nos de mais um acto eleitoral, amanhã será um período de reflexão. O título deste post é uma pergunta que procuro responder a mim próprio. Eles gladiam-se, porque, ao contrário dos políticos dos anos 80, estes cresceram na política, nunca fizeram mais nada, estão na realidade a defender o seu posto de trabalho. Digladiam-se de uma forma feroz e sem regras, noutros tempos não aturariam metade, abandonavam a politica e refugiavam-se deste tipo de vida nas tuas profissões. Eles tem de manter a sua ligação ao estado para também garantirem a viabilidade das suas empresas, que se não fosse a sua ligação ao estado automaticamente entrariam em insolvência, tal é a má gestão que nela impera. Assim essa gestão é também ela é trazida para Estado, pois, caso ela (gestão), fosse clara e linear, mais buracos e incongruências seriam encontradas. Assim se perpetuam condições das quais alguns se servem e outros mantêm.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Devíamos fazer mea culpa, o porquê …….


Muitas vezes nos interrogamos o porquê de os mercados e os seus especuladores nos estarem a massacrar com aumento dos juros. Pode não parecer, mas é simples, a primeira razão é porque especulam, a outra porque nós não fizemos o trabalho de casa. A nossa economia não descola apesar de todo o dinheiro que é injectado, o problema é que a maioria do dinheiro sai novamente pois os produtos não são nossos ou produzidos/transformados cá. Basicamente parecemos aquelas histórias dos filmes em que alguém trabalha numa fazenda mas tem de comprar os produtos na mercearia do seu patrão, no fim ainda fica a dever-lhe dinheiro e assim cada vez mais dependente deste. O problema também não é só a nossa divida publica mas também a divida privada, que somadas são muito mais elevadas que a da Grécia (ver gráfico). A única saída é criar produtos de elevado valor acrescentado com que possamos contrabalançar esta balança e assim sair desta “Fazenda”. Este ataque também vem da divida privada e esta é da nossa responsabilidade, podemos sempre argumentar que os bancos nos enganaram, mas será que não sabíamos que não podíamos pagar aquilo que nos estavam a oferecer? Como podemos ter artigos de luxo com salários baixos? Hum… se calhar quisemos ser enganados para depois fazermos o papel de vítimas e culpar terceiros. Agora é só pedir para que os nossos governantes governem e nos orientem com verdadeiras políticas e não as que nos tem dado de pão e circo, pois essas no final não servem a ninguém.

domingo, 24 de abril de 2011

Um desejo chamado liberdade….




Liberdade, ora ai está algo que seria bom que ninguém no mundo desejasse. Não desejar liberdade, significa que esta verdadeiramente existe. Os povos desejam sempre aquilo que não tem, hoje poderemos dizer que existe liberdade! Necessitaríamos de uma nova revolução, o Povo deseja justiça.

sábado, 9 de abril de 2011

O virar de uma página…….. onde está a informação da próxima?


Muitos de nós interroga-mo-nos do que virá a ser Portugal nos próximos anos. Também não sei, mas o que sei é que não tenho informação suficiente para poder opinar com muita segurança (algo que também nunca foi um problema para mim, risos….). Vemos muitas vezes os Portugueses a opinar, o Governo isto, a oposição aquilo, o Estado isto o Estado aquilo, no entanto na verdade nós somos todos accionistas de uma empresa que não conhecemos verdadeiramente. Nós votamos em conselhos de Administração (vulgo, Partidos e Governos) sem sabermos as contas desta nossa empresa.

Uma das maiores preocupações dos Governos deverá ser o conhecimento das suas contas, não será coisa fácil mas de certeza que é possível. Onde estão os planos para a governação publicados? Onde estávamos, quanto recebemos e o que deixamos, qualquer empresa que se preze publica-os anualmente. Se calhar é por desconhecimento meu, ou o acesso a esta informação não é fácil de obter (mas devia!), a informação quando não é clara dá azo a confusão e manipulação dos dados por parte de quem tem objectivo de confundir.

A informação devia estar disponível para qualquer cidadão a consultar a qualquer hora (de uma forma fácil e sem interpretação da imprensa ou outro agente) e assim a interpretar e votar em consciência e não baseado em percepções, quer venham elas da imprensa ou dos partidos e do seu marketing. È certo que muitos diriam, “não íamos perceber nada e não” ok, talvez concorde, mas por favor dêem-me essa opção!!!

domingo, 20 de março de 2011

Porque os povos se movimentam…..


Os povos desde há muito que se movimentam,….sempre à procura de uma nova forma de viver e de melhores condições de vida. Esta ultima parece à partida o maior benefício, mas não podemos ignorar os ganhos pela partilha, a mais antiga forma de aprendizagem conhecida. A partilha das vivências, da cultura, das tradições individuais, que se juntam e transformam em novas “coisas” e novas maneiras de viver “isto”, a que chamamos vida. Vida … ela própria uma forma de movimento.